domingo, 14 de março de 2010

Assaltado! Algo que não esperava pudesse acontecer...

Eis uma experiência que esperava nunca experimentar (passe a redundância): um assalto à nossa casa, no passado dia 11 de Março, quinta-feira. Confesso que os sentimentos são vários:
- devassa da nossa intimidade, por alguém que desconhecemos e que por aqui tomou a liberdade de entrar e de se assenhorar de vários objectos que nos eram muito caros (e nem tudo é dinheiro...);
- perplexidade perante o tipo de acontecimento (arrombamento de janela, ao qual esteve, decerto, associado um grande barulho. E ninguém deu por nada...);
- algum alívio pela capacidade do larápio não estragar nada, para além da janela. Vão-se os anéis mas ficaram os dedos!
Confesso que lamento o sucedido, pois o sentimento de segurança que detinha por esta terra era um bem que considerava inabalável. Para o futuro resta a certeza de que "casa roubada, trancas à porta". Tenho de fazer algumas coisas para que tal não se repita (embora algumas considere que me podem fazer recordar em demasia o que aconteceu). Veremos o que o tempo nos traz...

sábado, 6 de março de 2010

Sem palavras

Esta semana escrevi uma mensagem para todos os estudantes, onde procurava elucidá-los sobre as medidas que deveriam adoptar caso vissem negado, pelos Serviços Académicos, o pedido que pretendessem submeter. Qual não foi o meu espanto quando recebi uma mensagem de um deles, informando-me que a mensagem não tinha sido compreendida, por ter palavras "caras" como "preceito", "atenuantes", etc. Confesso que não só fiquei desanimado como desorientado: é esta a realidade de hoje dos estudantes do ensino superior? Que desgraça! Santa ignorância.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um corpo em mudança

Olho-me ao espelho e o que vejo? Um corpo que se diariamente (embora de uma forma quase imperceptível) se degrada. São os cabelos brancos que avançam, é a barba cada vez mais grisalha, são as rugas mais pronunciadas, é a pele mais baça... No entanto, interiormente sentimo-nos sempre jovens. A nossa mente acompanha o nosso envelhecimento? Creio que sim, mas de forma mais lenta: a memória não é a mesma, a capacidade de trabalho idem, a irritabilidade maior. E o não haver nada que nos permita sentir que controlamos o envelhecimento provoca um não sei quê de angústia. Resta o prazer de ainda ir tendo prazer.
PS: isto só podem ser efeitos do aniversário que se aproxima!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O tempo corre veloz, como de costume (e sinto que me repito). A actividade profissional continua em pleno, cheia de mais para um corpo que começa a sentir o peso, que já não sei se é da idade. Resta-me o consolo de me ter obrigado a arranjar tempo para me dedicar um pouco à fotografia. É um passatempo interessante, embora às vezes frustante pelo sentimento que o material que possuo não é suficientemente bom para ficar satisfeito com o resultado. Tal implica investimento, o que em tempo de crise é de evitar. Pode ser que um destes dias cometa uma "extravagância"... Coloco, neste post, uma imagem conseguida com uma pequena infracção ;-)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Nostalgia

Recebi esta semana uma mensagem que me surpreendeu pelo poder que demonstra que a internet adquiriu: fui contactado por alguém que, tendo lido uma entrevista que dei a um Jornal on-line, escreveu: “Parabéns pelo sucesso profissional. Conheci um John Vanidade nos tempos da escola primária em Alpedrinha penso que seja você que nunca mais vi. Esse rapaz (John Vanidade) esteve em Alpedrinha pouco tempo, andou na escola primária e vivia com o seu avô que tinha uma motorizada antiga por volta dos anos setenta. Será?”. E não é que era? Não resisti a responder-lhe de imediato (o que nos dias, que correm, considero quase um verdadeiro milagre: isto dos mails são cada vez mais um problema para as instituições, dado “caírem” em catadupa, não nos dando tempo para respirar…), até pelo facto de ter ficado a saber que ele permanecia nessa deliciosa terra, Alpedinha. Fui ali parar, a casa dos meus avós maternos, naquele já longínquo 1969, enquanto esperava pelo regresso dos meus pais de Moçambique. Nunca me esquecerei de ter sido ali que pela primeira vez na vida vi televisão – em África não havia – no dia 21 de Julho de 1969, e, ainda por cima, ter logo visto a chegada do homem à lua! Também nunca mais me esqueci da “pancada” do nosso Professor da Escola Primária, que dava 2$50 a quem, aos sábados, recitasse um poema, não perdendo eu qualquer oportunidade para agarrar essa fortuna (já que ninguém avançava, eu não resistia :-). Estive ali, permanentemente, apenas até à Páscoa de 1970, tendo depois ido viver para as Caldas da Rainha, onde os meus pais se viriam a fixar (terra dos avós paternos…). Todos os verões regressava a Alpedrinha, para aquelas longas férias grandes. Entretanto o meu avô (o tal da motorizada) sofreu uma trombose que o deixou acamado. Não tendo a minha avó capacidade para conseguir gerir a situação sozinha (o meu avô era baixo mas bem encorpado), foram viver connosco. Esta avó, nascida e criada em Alpedrinha, irá tornar-se este ano, Deus o permita, numa ilustre centenária! Esse foi o final da minha relação com Alpedrinha. Agora, em regra, não passo por ali mais que uma vez de dois em dois anos, quase sempre a caminho da Serra da Estrela (adoro neve e quando posso lá a vou espreitar).

domingo, 17 de janeiro de 2010

Uma leitura recomendada

Como sempre, nas ocasiões em que termino um livro que me deu grande prazer, o dia seguinte é um dia de angústia. Onde irei eu desencantar uma obra que me agarre da primeira à última página, com vontade de ter mais tempo para me dedicar à sua leitura? Ontem cheguei ao fim do "The Sea", escrito por John Banville, que havia merecido o Man Booker's Prize de 2005. Foram óptimos momentos os passados com aquele livro nas mãos. Foi delicioso enquanto durou e deixou marcas, como se exige a uma grande obra. De tal forma que reiniciei a sua leitura. Ah, pudesse eu escrever assim... Apenas um homem poderia descrever tão bem as ideias e sentimentos de outro homem. Aconselho vivamente a leitura.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Domingo de muito frio e chuva. Pelas notícias chega informação de que neva em inúmeros sítios (sortudos). Tempo óptimo para ligar a a lareira e por ali nos quedarmos, pois inevitavelmente torna-se difícil largar o calor. Sendo o trabalho imenso, por aqui fiquei sentado a trabalhar (ele são relatórios, ele são emolumentos a analisar), tendo aproveitado para utilizar o meu equipamento fotográfico, que, coitado, já deve ter saudades de se sentir manuseado, e pôr em prática alguns dos conhecimentos obtidos nas leituras sobre fotografia. Foi algo que contribuiu, pelo menos, para alguma distracção. A isto posso juntar o espectáculo a que fui assistir ao fim da tarde, na Sé de Lisboa... Venha lá mais uma semanita de trabalho.