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domingo, 17 de janeiro de 2010
Uma leitura recomendada
Como sempre, nas ocasiões em que termino um livro que me deu grande prazer, o dia seguinte é um dia de angústia. Onde irei eu desencantar uma obra que me agarre da primeira à última página, com vontade de ter mais tempo para me dedicar à sua leitura? Ontem cheguei ao fim do "The Sea", escrito por John Banville, que havia merecido o Man Booker's Prize de 2005. Foram óptimos momentos os passados com aquele livro nas mãos. Foi delicioso enquanto durou e deixou marcas, como se exige a uma grande obra. De tal forma que reiniciei a sua leitura. Ah, pudesse eu escrever assim... Apenas um homem poderia descrever tão bem as ideias e sentimentos de outro homem. Aconselho vivamente a leitura.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Má leitura
Neste meu diário de leituras, tenho de fazer referência a um verdadeiro desastre: não consegui terminar "Uma Casa na Escuridão" de José Luís Peixoto. Uma narrativa repetitiva, um imaginário cuja estética não "cola" com a minha, o arrastar de um tema por páginas e páginas de prosa de gosto duvidoso. O cúmulo acontece às páginas 126 e 127, pejadinhas de "quero morrer".
Desculpem o desabafo: mas assim, também eu sou escritor!
Desaconselho vivamente esta obra. Pelo menos, que não comecem a leitura deste autor por leste livro. Se o fizerem, arriscam-se a não ler mais nada dele...
Desculpem o desabafo: mas assim, também eu sou escritor!
Desaconselho vivamente esta obra. Pelo menos, que não comecem a leitura deste autor por leste livro. Se o fizerem, arriscam-se a não ler mais nada dele...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Balanço de Leitura 2009
O fim de ano aproxima-se e é tempo de balanços. Hoje resolvi efectuar o primeiro, dedicado às leituras pessoais. Foi um ano muito bom neste capítulo. Descubri o Salman Rusdhie (Shalimar, o Palhaço; Os Filhos da Meia Noite; A Feiticeira de Florença; Grimus) que muito me satisfizeram. Haja mais destas colheitas. Definitivamente vou continuar a explorar.
Este foi igualmente o ano do "tijolo" 2666 de Roberto Bolaño. Um excelente livro, que vale a pena explorar. Pena a decisão de o tornar num livro único, com o inconveniente do peso do livro daí decorrente.
O Túnel de Ernesto Sabato foi também uma obra que li com muito agrado.
Mas também houve decepções (O Rastro do Jaguar de Murilo de Carvalho foi o maior deles) e enganos (The Shack de William P. Young)
Resta a esperança de que em 2010 haja mais tesouros por descobrir e que alguns deles se encontrem na pilha das obras adquiridas e por ler :-)
Este foi igualmente o ano do "tijolo" 2666 de Roberto Bolaño. Um excelente livro, que vale a pena explorar. Pena a decisão de o tornar num livro único, com o inconveniente do peso do livro daí decorrente.
O Túnel de Ernesto Sabato foi também uma obra que li com muito agrado.
Mas também houve decepções (O Rastro do Jaguar de Murilo de Carvalho foi o maior deles) e enganos (The Shack de William P. Young)
Resta a esperança de que em 2010 haja mais tesouros por descobrir e que alguns deles se encontrem na pilha das obras adquiridas e por ler :-)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um livro pouco interessante
Finalizei hoje a leitura de um livro que me ofereceram: Pássaros sem asas, de Louis de Berniéres. Não é que a dimensão importe (se o livro é bom, quanto maior melhor), embora a deste me tenha retraído um pouco (convém salientar que assumo que tenho uma dificuldade: raramente sou capaz de abandonar uma leitura sem ser na última página...). Nas lombadas, frases bombásticas: genial, obra-prima, imperdível, etc., que só fez crescer a motivação e o interesse. Infelizmente este é um daqueles livros que bastou ler algumas páginas para perceber que não era o meu género. Mas, mesmo não o sendo, sinto que é verdadeira publicidade enganosa a ideia que transmitem. Numa posição pouco usual (quem sou eu para assumir um papel de crítico) eis-me a dar um conselho: mantenham-se longe... que não perdem nada.
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